sábado, 12 de maio de 2007

Uma vela em pensamento, para que nunca mais.
Acendamos uma vela interior pela libertação de Maddie
e de todas as crianças cobarde e inaceitavelmente cativas e maltratadas.

Paz na Terra aos homens de má-vontade.

Alívio.


Redescobri uma dimensão da minha vida com que há muito, muito tempo, não convivia: há dois ou três dias que não sei o que é viver a pensar em (não) comer. Simplesmente não tenho fome. Isto é, como o suficiente e fico bem, não preciso de mais, nem de pensar nisso, nem de me debater comigo mesma. É um alívio tão grande que só o pode compreender quem se confronta ou confrontou com os fantasmas da compulsão irracional. Apesar das tremuras, das insónias, da nuvem mental e do resto. É como se fosse uma libertação (ainda que química). Será, como diz a minha médica, um pequeno barco para ajudar a atravessar o rio?

sexta-feira, 11 de maio de 2007


À Su.


"Minha cara, nada de fundamentalismos. Tb eu passei a tremer que nem varas verdes. Quando sou confrontada com tal realidade, respondo que estou com frio... São os custos dos 5kg que perdi neste mês de toxico(in)dependência, como tão bem lhe chamas :)Não sei qual é a maravilha do fármaco que estás a ingerir. Eu tomo uma dose tripla. Sim, isto à dúzia deve ser melhor e mais barato: fluoxetina (genérico do prozac) + topiramat(antiepiléptico) + 1 bomba para dormir um soninho composto. Este último nem sempre tomo. Só quando estou com a tal insónia ou com uma fome brutal.Uma coisa é certa: as minhas emoções e a minha voracidade estavam descontroladas. Com mais ou menos tremeliques, a coisa está a entrar na normalidade. Abençoadas drogas!"

Antes de mais, acabei de tomar a segunda dose. Valha-me Deus, que seja o que ele quiser. Estas coisas dos fármacos 'vareiam' muito de pessoa para pessoa. Em tempos não muito distantes, algo complicados, a minha médica achou que eu estava triste e ansiosa e receitou-me Prozac. Uma amiga jurava que alguns meses de Prozac lhe tinham salvado a vida, mas eu aguentei aquilo não mais do que três semanas: passava os dias a dormir em pé, não tinha energia para pensar (trabalho com a cabeça), tudo passava lá muito ao longe... desisti. Qualquer que seja a minha disfunção, aquele não era o remédio. Depois disso, a médica convenceu-me a tomar Zoloft: deixei de dormir (eu que sempre dormi que nem uma pedra), perdi a líbido, andava esfuziante como se estivesse numa festa permanente... desisti numa semana. Este princípio que me foi agora receitado chama-se "duloxetina". Vamos ver no que dá. Para já, um único comprimido implicou alterações do sono para duas noites, alteração da líbido, as tais tremuras, incapacidade de concentração mental... As tremuras e os outros sintomas reduziram com o tempo, Su? Ou permanecem tal e qual...? Beijos!

quarta-feira, 9 de maio de 2007


O peso das drogas leves.

A minha médica de família, pessoa que muito aprecio, convenceu-me a drogar-me. Isto é, sou daquelas que até a tomar uma aspirina resiste, não sei se estão a ver o género, quanto mais um ansiolítico, um anti-qualquer coisa, enfim, um drunfo.

Mas, desta vez, cansada também de mim, disse que sim. Apesar de todas as minhas crenças e pré e pós-conceitos sobre estas drogas, lá me decidi a tomar, ontem, um comprimido milagroso, que diz que é novo e tal. De facto, tiro e queda: estive todo o dia bem disposta, light (até achei normal que o meu filho se tivesse esquecido, como sempre, de levar o lixo para a rua) e... sem fome.

Ao jantar, custei a engolir um prato de couves-de-bruxelas (sem tempero) e nem consegui acabar um pequeno bife de atum. Inédito. O problema foi de noite, que passei numa espécie de antecâmara da insónia, meia a dormir, meia acordada. Acordei estranha, como se me tivesse passado um comboio por cima mas estivesse, ainda assim, cheia de energia. E, durante a manhã (decidi só voltar a tomar o milagroso amanhã), quem é que diz que me conseguia concentrar no que lia... Além de que as mãos me tremiam como se fosse alcoólica, mal conseguia escrever.

Ó Su, tu que te converteste à toxico(in)dependência por esta boa causa, diz-nos lá da justiça da tua experiência!

Já deram os parabéns à Mishi?

Se ainda não deram, ainda vão a tempo. Mas creio que a melhor forma de celebrarmos com ela é seguir-lhe o exemplo, tanto de perseverança quanto de alegria.


Outro abraço para ela.

Equilíbrio.


Respondendo à Mariana do Brasil.


"Olá,encontrei seu blog por acaso, navegando pela internet e gostei muito...creio mesmo que uma fase oral com alterações causam adultos com transtornos alimentares..queria fazer uma perguntinha...qdo vc se ve normalmente, vê-se gorda? tenho um sério problema de olhar o espelho e não encarar a realidade, principlamente em casa mas quando estou em lojas e principalmente em fotos eu paro e penso "nossa, mas eu estou assim mesmo?" custa a crer...enfim...alguem já lhe contou algo do genero?um abraçoMariana"

Sim, Mariana. Tenho exactamente a mesma percepção. Só me vejo gorda quando me vejo em fotos. Aliás, tenho ainda a dificuldade acrescida de nem sempre ter sido gorda, pelo que continuo a "ver-me" como comecei por me conhecer. Já falei nisto num post anterior, em como o facto de termos uma imagem distorcida de nós mesmas pode implicar uma falta de incentivo para prosseguir com uma dieta - pois, se não nos vemos gordas, vamos querer mudar o quê?!

E agora?

Molho leve e irresistível.

Ando fascinada com a descoberta de uma receita de molho para saladas que fiz recentemente. Creio, aliás, que já vi uma receita parecida num dos vossos blogs. Para quem, como eu, gosta de sabores fortes, esta é uma excelente maneira de comer salada. Então o molho é assim: mistura-se um iogurte natural e magro com um pouco de maionese light (podem variar entre pouca maionese ou mesmo nenhuma, se forem mais fundamentalistas). Juntem, a gosto, sal, pimenta, alho em pó (ou 'verdadeiro', cortado muito fininho) e "eneldo" (em espanhol, que creio que em português é tomilho). E pronto, é só misturar com uma salada com tudo.

domingo, 6 de maio de 2007

Às cegas.

A minha balança electrónica, toda xpto, pifou. Olha que bom! Tenho agora uma ansiedade a menos. Ou seja, tenho de passar a medir-me com a roupa, ou pela roupa. Por falar nisso, creio que esta saia me está um pouco mais larga na cintura...

Blogs privados.

Sei que sou um tanto desligada, sobretudo daquilo por que não nutro especial interesse, e sou até, na vida, uma pessoa bastante reservada, mas alguém me explica por que razão alguém se dá ao trabalho de privatizar um blog? Digo, um blog de interesse a que podemos chamar "geral", onde se escrevem banalidades do quotidiano, e não exactamente grandes segredos pessoais. É exactamente a contra-essência da Internet. Caramba, como eu gosto das democracias e, quem haveria de dizer, do fluir da luz.

Que se passa com a Cláudia?


Até por ser Dia da Mãe, alguém sabe da Cláudia (http://balanca-ko.blogspot.com/)? Escreveu há já algum tempo um post a dizer que o filho estava doente, com um problema crónico, e depois desapareceu durante algumas semanas. Agora, todos os posts do blog foram apagados. Fiquei um tanto apreensiva.


quarta-feira, 2 de maio de 2007


Trauma da fase oral.

Hoje, na Biblioteca Nacional, passei os olhos por um livrinho antigo do pedagogo João dos Santos. Requisitei-o logo, assim que o vi, porque suspeitei, pelo título, que me pudesse dar pistas sobre a intensidade com que procuro (e encontro) prazer e conforto na comida.O livro, de cujo título me esqueci (e estou com preguiça de ir ver), fala sobre a construção da fase oral da criança e sobre o modo como esta se projecta pela vida fora. Ou seja, da forma como a primeira relação com a mãe (a de nutrição, de satisfação - ou não - do instinto básico de comer) se projecta pela vida do indivíduo. Se esse primeiro padrão de relacionamento correu bem, a relação com a comida não deverá nunca chegar a ser um problema. Mas, se alguma coisa correu mal (só se sente o órgão doente), a criança/adulto tende a denotar a tendência de regressar sempre àquele nó de necessidade e/ou sofrimento. Já tinha falado nisto num dos meus primeiros posts, em como a minha mãe teve de fazer um desmame súbito aos meus dois meses, por causa de uma infecção no peito. E em como chuchei no dedo até à adolescência. Logo a seguir, substitui o dedo pelos cigarros (fumava dois maços por dia). E, finalmente, quando deixei de fumar, engordei 30 quilos. Suponho que, sem ter dado por isso, me tenha atafolhado em comida. Tudo via boca. Trauma da fase oral?
E vocês, alguma vez averiguaram a vossa relação com o desmame? Ou a forma como se relacionavam com a comida na primeira infância? Alguma pista que se possa relacionar com a compulsão alimentar de hoje?
Cores da dieta do dia (so far):
Salada de fruta
Bacalhau/cebola/bróculos/grão/azeite
(ataque de compulsão pós-almoço: quatro cubinhos de chocolate + meio pãozinho com queijo)
Rissol
Sopa+peixe-espada grelhado+laranja

A dieta às cores.

Ai de mim! A minha mãe chegou hoje do Alentejo para passar uns dias. Espero conseguir resistir mais ou menos heroicamente. Hoje comi coisas estranhas. Tive um dia muito comprido (das oito da manhã às 20h30), preenchido e stressante, do que resultou, por ordem de entrada em cena: meio pãozinho integral com um pacote pequeno de manteiga de alho; uma sandes de paio em pão integral; uma sopa; uma fatia de tarde de alho francês com legumes sem tempero; um panado no pão; um gelado (251 cal.) + 1 sopa materna + ervilhas (sem ovos) + uma fatia de bolo de amêndoas (que a minha mãe trouxe, por eu gostar muito) + uma rodela de paio que veio de não sei onde. Moral da história: comam como eu digo, não comam como eu comi. Shame on me.


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terça-feira, 1 de maio de 2007

Isto continua a ir.

Hoje houve piquenique, apesar da chuva. Comi como se fosse uma linda menina. Excessos, alguns, mas pequeninos. Boa semana a todas!

O Póvoas Parte II

Gostaria de partilhar convosco este blog (espero que não seja contrapropaganda):
http://dr-fernando-povoas.blogspot.com/

Sim, é verdade, implico com o homem. Mas o homem presta-se.

domingo, 29 de abril de 2007

Good news.



Finalmente consegui controlar o que como. Por fases, devagarinho, como com os bebés que se vão adaptando aos sólidos. Ontem testei-me e fiquei a saber que sou capaz de passar 24 horas sem tocar em pão e em lácteos, mesmo quando me passam à frente durante todo o dia. E o dia de hoje também está correr bem, so far (enfim, no Sul diz-se "coisa gabada, coisa estragada"). Isto vai, minhas amigas, isto vai.

sábado, 28 de abril de 2007


Cuidado com as imitações.

Uma das nossas girls, já não sei qual (Mishi?), fala recentemente sobre a ingestão de (ácido linoleico conjugado CLA ) para emagrecer, fazendo ou não desporto. Quero sugerir-vos que investiguem melhor os efeitos coleterais do ácido linoleico, sobretudo porque é uma substância de uso intensivo pouco recente e, portanto, ainda pouco estudada... a prazo. De qualquer modo, sabe-se que o ácido linoleico (vejam o óleo de onagra, por exemplo) é desaconselhável a quem tem cancro da mama. Logo, haja prudência.

Dieta do tipo sanguíneo
Ontem à tarde apanhei um pedaço de um programa na RTP2 sobre obesidade. Estavam presentes uma Maria João Fagundes (especialista em Comportamento Alimentar, de Santa Maria), um cirurgião plástico e o tal Fernando Póvoas. Este Póvoas, como sabe quem passou à frente de uma livraria nos últimos tempos, escreveu recentemente um livro qualquer sobre dietas. Pareceu-me, por sinal, um indivíduo verdadeiramente seco e desinteressante, ao melhor género "estreitinho de ideias" (tem qualquer coisa de Salazar, fisionomicamente falando, mas isso é um pormenor). Às tantas, a apresentadora começou a comentar as diferentes dietas inventariadas no livro do indivíduo: lá veio o floclore das dietas das cores, disto e daquilo, e mais o horror, clamava o Póvoas, de não se lhes conhecer o pedigree científico (de que ele se deve considerar o paradigma). Lá chegaram à dieta do grupo/tipo sanguíneo (há uns livrinhos baratos, por grupo sanguíneo, à venda na Terra Pura, no Colombo), e o Póvoas murmurou, ainda que baixinho, que tinha achado que dava algum resultado (mas também é verdade, digo eu, que a dita dieta, mesmo não limitando quantidades, retira fritos a açúcares de todas as dietas, creio).

Ser ou não ser fã
A parte mais interessante foi quando o cirurgião plástico ali presente, presumo que farto do paleio do senso-comum do Póvoas, lhe perguntou de chofre o que é que ele pensava das alergias como causadoras da obesidade. O Póvoas engasgou-se e tudo o que conseguiu dizer foi: "Não sou fã." "Não é fã de quê?", perguntou-lhe o outro, com alguma impaciência. "Aquela coisa de se fazer os testes? Acho que não tem nada a ver." Bom, do Póvoas e do seu achismo ficamos conversados por aqui. E então o cirurgião plástico marimbou-se no outro e contou a sua própria experiência: tinha emagrecido "drasticamente", disse, depois de ter descoberto que era alérgico ao glúten e ter deixado de comer pão e outros alimentos que o tenham.

Conhecer as nossas alergias alimentares
O que me lembrou logo da minha amiga T. Perdeu bastantes quilos e resolveu uma série de problemas intestinais e digestivos (que arrastava há anos, sem sucesso, pela medicina alopática) depois de consultar uma cinesiologista alimentar (ignoro se com ou sem pedigree científico, mas que lhe resolveu o problema), em Bruxelas, onde vive, a qual determinou todos os alimentos a que era alérgica, e eram bastantes. Por exemplo, cereais e farinhas, só de trigo-espelta. Citrinos, lácteos e pimentos, out. E por aí adiante. Alguns alimentos, só teve de cortar temporariamente. Outros, disse-lhe que teria de o fazer para toda a vida. E mais: a consulta da dita cinesiologista alimentar custava, há um ano, 50 euros. Nada que se pareça com o balúrdio de 300 euros que me pediram há mais tempo, numa clínica de Lisboa, para fazer um teste de alergias alimentares - e que, assim sendo, não fiz.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

(Onde eu estava no 25 de Abril.)

(Estava na segunda classe. Era ainda o tempo das turmas não mistas e dos alunos embrulhados em batas de cor branca-Omo. Tinha oito anos e meio, mas guardo alguns flashes nítidos desse dia. O meu pai fazia a barba na casa de banho, a minha mãe já teria saído para trabalhar. O meu pai disse, estando eu à entrada, ainda no corredor da casa da Póvoa: "É melhor não ires à escola hoje, que parece que há barulho em Lisboa." O meu 25 de Abril começou aqui, no corredor, à entrada da casa de banho. E fui à escola. Não havia professores nas salas, nem funcionárias à vista. Circulava-se livremente por toda a escola. Na minha sala, uma colega que já não consigo identificar chorava porque "agora" iam matar os primos e os tios dela que estavam em Angola, o que me deixou imensamente perturbada - de tal maneira que ainda me recordo do local exacto da sala onde ela chorava. Uma ou duas horas depois, mandaram-nos para casa. Mas terá sido de antes disso que guardo uma imagem poderosa: na estrada nacional Lisboa-Loures, junto da qual ficava a minha escola primária, vi passar carros de combate, o que me pareceu uma coisa assombrosa. De onde viriam aqueles carros, pergunto-me hoje? Há anos que tento descobrir. A coluna do Salgueiro Maia (se bem que eu gostaria) não era, porque, embora estivesse já a dois ou três quilómetros dali, entrara em Lisboa pela Segunda Circular. É caso para dizer que Abril me passou à frente do nariz e não percebi. Uns dias depois, papagueava eu slogans-de-protesto-da-época na varanda dos meus vizinhos de cima. O filho deles, que tinha mais uns dois anos do que eu, vociferou:
"Cala-te, ó!, que aquele ali da frente é da Pide!"
"Da Pide? O que é isso?"
"És mesmo estúpida, ó!, não sabes o que é a Pide, não sabes o que é a Pide!!"
Os meus pais eram nada politizados, está-se mesmo a ver. O mesmo não poderia dizer o meu amigo R, cujos pais foram um belo dia chamados de urgência à escola pela professora primária, ainda no tempo do 24. Tiveram sorte, os pais. A professora, aflita, mostrou-lhes o desenho livre que o filho fizera recentemente: uma foice e um martelo. Post: Não, não voto CDU, mas estou muito grata a todos os comunistas, e a outros, que deram o corpo ao manifesto pelo meu futuro.)

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo
Sophia de Mello Breyner

www.camara-clara.blogspot.com




Sempre.


terça-feira, 24 de abril de 2007

Chain.


O estranho mundo de Zen?


O prometido é(-me) devido.

Aqui fica a bizarra lista de tudo o que comi hoje. Sei que, assim de repente, não abona muito a favor da minha sanidade mental, mas posso alegar em minha defesa que este foi, pelo menos em termos de horários, um dia atípico. De resto, é o que já se sabia: tenho uma doença do comportamento alimentar.

PA: um iogurte de pedaços (não light) com cereais sem açúcar

Hora de almoço: sopa + meia carcaça + duas fatias de queijo ‘normal’

Fim da tarde: (senti fome e fome de hidratos, não me apetecia sopa) lata de 300 g de grão + lata de atum ao natural + cebola + fio de azeite

Hora do jantar: prato pequeno de esparregado feito com azeite

Pelas dez da noite: (acesso compulsivo) duas carcaças + maionese que se visse + três fatias de queijo ‘normal’

Agora vou pôr-me a olhar para isto de fora, a ver se se vislumbra alguma coisa. Se avistarem algo de novo, digam-me, sff. Ah, e dispensem-se de fazer a correcção dietética, pois daqui vos garanto que tenho a teoria toda. O meu problema de reeducação alimentar é outro.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

A subjectividade emocional na obesidade.


Por Valdeci Gonçalves da Silva


"Quando o sofrimento não se consegue expressar pelo pranto, ele faz chorar outros órgãos."

(H. Maudsley)

A Vênus de Wilendorf é uma estatua de imenso busto e abdome dilatado, data da era Paleolítica, e que representa a obesidade feminina. De fato, o tipo matrona ocupou espaços nas telas do Renascimento. Mas, depois deste período se instituiu o padrão magérrimo de beleza, exigido não somente nas passarelas, mas também imposto as cidadãs comuns que não sobrevivem à base de alface. Segundo Horkheimer (1976) 1, "da natureza à modernidade, o corpo é visado, reeducado". O modelo atual instigado pela mídia é construído, torturado, costurado e reconstruído nas clínicas e academias. Antinatural, muitas vezes é super valorizada a estética em detrimento da saúde. Neste sentido, Azevedo (apud AZEVEDO, 2002) 2 diz que a influência cultural dos padrões de beleza predomina sobre os aspectos éticos e socioeconômicos. Enfim, a ditadura do culto às formas termina por implicar em maiores ônus para a figura feminina. Como salienta Dadinter (2003) 3, a sociedade de consumo sexual, em particular para a mulher, o corpo deve ser jovem, performático e excitante. Porém, se por um lado, a busca do ideal de físico perfeito tem ênfase no narcisismo e está pautado na crença de que ele traga sucesso profissional, afetivo e social (MORGAN e AZEVEDO, 2002) 2; por outro, a indústria alimentícia instiga hábitos com suas propagandas mirabolantes que estimulam o apetite. Uma vez que o alimento é um catalizador de emoções, isto associado ao estresse da vida moderna, não dar outra: Come-se cada vez mais, e qualidade indesejável. Para Woodman (2002) 4, a obesidade é uma síndrome que consiste em sintomas não particulares, mas de um mal-estar geral na cultura ocidental.
Atualmente, a obesidade tornou-se uma epidemia mundial que, em sua imparcialidade, não discrimina ninguém, seja das classes abastardas ou proletárias. Embora o excesso de gordura tenha uma condição multideterminada, no entanto, a maioria dos casos não tem uma causa orgânica que a justifique, isto leva a pensar a obesidade como um Sintoma (LOLI, 2000) 5.
No entender de Groddeck (apud VOLICH, 2000)6, não existe doença orgânica ou psíquica, pois o corpo e a alma adoecem juntos. A etiologia da obesidade está relacionada à psicodinâmica dos conflitos somatizados devido às reações adaptativas e defensivas débeis ou inadequadas que atingem os mecanismos de defesa do ego (VOLICH 6, 2000; SICHEL apud BUXANT, 1988)10, ou seja, fatores psicossociais e emocionais enfraquecem o funcionamento imunológico, bem como o metabolismo do organismo. A primeira vista o gordo pode parecer auto-suficiente, cuja gordura é usada como manobra para disfarçar seus sentimentos ansiogênicos. O transtorno alimentar é, na maioria das vezes, uma expressão de conflito inconsciente. Ou seja, de situações emocionais inacabadas, negadas, de lutos não elaborados que reativam o sofrimento psíquico. A pessoa obesa não constrói um anteparo, "um dique de proteção" contra essas emoções mal resolvidas que acabam por desaguar na compulsão alimentar. Em outras palavras, a fuga por meio da comida é uma tentativa de atenuar as angústias e as frustrações, que assume a função de preencher seu vazio afetivo e de trazer alívio para suas tensões e dificuldades das quais o obeso não consegue resolver e, assim, conquistar um certo estado de paz ou equilíbrio psíquico.
A obesidade pode representar a cristalização da impossibilidade de fazer sarar os doloridos da alma. Assim sendo, resigna-se à entrega, por vezes desenfreada, da comilança. Woodman (2002) 4 diz que, "de um jeito ou de outro somos viciados porque nossa cultura patriarcal enfatiza a perfeição. Por isso, uma das maiores dificuldades no trabalho com adictos em comida consiste em ajudá-los a superar a sensação de desespero quando perdem a euforia associada a esse vicio" (passim). O alimento é o primeiro objeto transicional da criança, é ele que faz a ponte mãe-bebê, isto é, não é somente uma fonte de nutrição, pois estabelece e fortalece o vínculo de uma interação prazerosa de investimentos afetivos. Neste sentido, Loli (2000) 5 e Woodman (2002)4 consideram que o ato de comer revela a busca de afeto maternal, comer desregradamente tem o poder magnético, na medida que parece prometer a presença da Mãe Amorosa. Ou seja, de uma mãe que nunca chega e sua falta se transforma em mais volume. Em geral, o obeso padece da Alexitimia, termo de origem grega que significa: a = sem; lexis = palavra; thymos = afetividade. Para MacDougall (apud LOLI, 2000)5, ele não consegue expressar em palavras o seu estado afetivo, e não distingue um afeto do outro ou o dispersa em ação para aliviar a excitação afetiva que não suporta.
Os desejos estéticos e sexuais estão latentes na pessoa obesa, porém, as limitações físicas, a sofrível qualidade de vida, o risco de morte prematura devam consistir nas suas maiores inquietações, e de seus parentes. No entender de Fasolo e Diniz (2002) 2, todos os membros da família afetam e são afetados pela doença, o paciente identificado não é o único que tem problema. Nesta perspectiva, Martins (2002)2 diz que pelo fato da família estar sendo atendida, não significa que seja a origem da doença, ela tem recursos a serem explorados para ajudar a promover saídas mais saudáveis para todos.
Por que também não pensar a obesidade como dobra da revolta inconsciente, uma forma de protesto pelo excesso das demandas sociais que ditam e controlam os modos de vida? Assim, na contra mão do sistema, o indivíduo procura impor suas vontades, soltando as rédeas de uma conduta alimentar "libertária" (aspada porque é seguida de culpa). De acordo com a nossa experiência clínica, embora queira vivenciar a sexualidade plena, o candidato à cirurgia, parece, num primeiro momento, mais disposto a ficar bem consigo. Na obesidade feminina, não se pode perder de vista que, quase sempre, tem viesses afetivos e/ou sexuais, a exemplo do medo de ser tida, pelo sexo oposto, como mero objeto sexual, etc. Neste aspecto, Schelotto (2000: 22) 7 afirma que "os homens mesmo na presença das mais românticas palpitações de amor, dificilmente prescindem do aspecto físico". Enquanto que o homem obeso deixa claro o desejo de recuperar as condições para um melhor desempenho sexual que, em parte, se deve as exigências do seu papel mais ativo no encontro amoroso. Geralmente, os obesos têm dificuldade de encontrar parceria sexual, e, quando isso acontece, reduz à atividade erótica aos limites que o peso e volume corporal impõem. A cirurgia é o primeiro passo na reconquista de si, entretanto, muito mais o cirurgiado precisa fazer na conquista da saúde, longevidade e vida social, o que inclui a disposição de contar, nesse empreendimento, com a ajuda de profissionais nas áreas da psicologia, da nutrição, da plástica e outras.
A cirurgia bariátrica tem se mostrado uma técnica de grande auxilio na condução clínica a grande maioria dos casos de obesidade (FANDIÑO et al., 2004)8. O paciente com transtorno do comer compulsivo evidencia uma história de tratamento anterior em relação ao controle do peso (APPOLINÁRIO, 2002) 2. Isto significa dizer que se submeter à cirurgia bariátrica é, em tese, seu último recurso, deixar que o outro (médico) faça o que ele não conseguiu impor a si mesmo: Autocontrole. Mas, o cérebro não registra a redução do seu estômago, e ele não mais dispõe desse recipiente para as descarga e compensação das frustrações, impotências e castrações. E agora, para onde vão as energias agressivas da mastigação e de outros afetos insaciados? Daí a necessidade de acompanhamento psicológico no pré e pós-cirúrgico, para que o paciente compreenda e aceite seus sentimentos, e, em razão disto, maneje com mais assertividade as suas emoções.
No entender de Gabbard e Westen (2003) 9, na medida em que os sistemas inconscientes guiam a maioria de nossos pensamentos, sentimentos e comportamentos, em muitos casos, deverão ser o foco primário da ação terapêutica, assim sendo, o papel do analista é ajudar o paciente a se tornar ciente desses padrões inconscientes expressados na sua conduta.
A Avaliação Psicológica Pré-operatória de obeso mórbido é um processo criterioso de fundamental importância que consiste no uso de testes psicológicos atualizados e entrevistas que auxiliam na compreensão e orientação do paciente, objetivando a redução de possíveis complicações pós-operatórias. Para Fandiño et al.,(2004: 48)8, "o paciente no período pós-operatório também deve ser avaliado, a intervalos regulares para o acompanhamento do seu funcionamento posterior". Na ótica destes autores, a equipe deve estar atenta para ocorrência de crises depressivas que podem aparecer após a cirurgia e que necessita de suporte e tratamento especializados. Na compreensão de Woodman (2002) 4, a desprezada gordura é, de fato, a âncora na vida do obeso que ele assume e pode variar em proporção direta á aceitação ou a rejeição com que contempla sua humanidade. Porém, "a identificação não está marcada somente no espírito, mas também no corpo" (CASTETS In:1988: 9) 10. Desse modo o luto pelo corpo perdido talvez precise ser enfrentado para que não torne a ocorrer um repentino aumento de peso. Elaborar a perda da então "adaptada carga" e introjetar a aceitação de uma nova silhueta que aos poucos vai sendo delineada. A função do psicólogo é, além de trabalhar no resgate das emoções do paciente, ajudá-lo também na restauração dessa imagem e esquema corporal. Como afirma Greenberg (apud ROMANO e MICANTI Romano In: 1988: 188) 2, "mudar significa perder relações e situações precedentes e também perder aspectos do próprio Si". Finalmente, com bastante propriedade Martins (apud LOLI, 2000: 29)5 diz que "emagrecer e ficar magro é uma condição que exige competência para lidar com a força imposta pela nova imagem corporal adquirida através do tratamento".

REFERENCIAS
1. HORKHEIMER, M. Eclipse da razão. Rio de Janeiro: Labor, 1976.
2. NUNES, Maria Angélica Antunes et al. Transtornos alimentares e obesidade. Porto Alegre: Artes Médicas, 2002.
3. BADINTER, Elizabeth. Fausse Route. Paris : Odile Jacob, 2003.
4. WOODMAN, Marion. O vício da perfeição. São Paulo: Summus, 2002.
5. LOLI, Maria Salete Arenales. Obesidade como sintoma. São Paulo: Vetor, 2000.
6. VOLICH, Rubens Marcelo. Psicossomática . 2. ed. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2000.
7. SCHELOTTO, Gianna. Porque nos sentimos incompreendidos . Lisboa: Presença, 2000.
8. FANDIÑO, Julia, et al. Cirurgia Bariátrica: aspectos clínico-cirúrgicos e psiquiátricos. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul. V. 26, n. 1, Jan/Abr, 2004.
9. GABBARD, Glen O e WESTEN, Brew. Repensando a ação terapêutica. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul. V. 25, n. 2, Mai/Ago, 2003.
10. HERMANT, G.(Org.). O corpo e sua memória. São Paulo: Manole, 1988.

Um link interessante e reflexões avulso.



Para além da ideia e da capacidade de mobilização, o site das Andarilhas é também interessante pelos links que fornece. Ora espreitem lá: http://www.andarilhas-lusas.blogspot.com/ Se estiverem interessadas, creio que podem aderir.

A Su enviou-me (entre outros) um artigo interessante sobre as causas da obesidade, que publicarei noutra altura, por não lhe poder aceder agora.

Por falar em agora, agora que a estação mudou, voltei a cruzar-me com a roupa que vestia há apenas (apenas?) quatro anos, antes de ter engordado. Calças número 40/42... que agora me serviriam nos braços - isto, se me atrevesse a usar calças. Percebo também que não me vejo com o peso que tenho. Há em mim um problema de distorção da auto-imagem, ainda que suspeite que não se trata de um exclusivo de quem não era gordo e passou a ser. Trata-se provavelmente, isso sim, do mesmo problema que afecta os anorécticos, mas colocado do outro lado: o anoréctico vê o que lá não está, o obeso escapista não vê o que lá está. Ser-me-ia mais fácil encontrar motivação e persistência para controlar a alimentação se me visse ao espelho como realmente os outros me vêem, com todos os meus cem quilos? Penso muitas vezes nesta possibilidade. Que faço quando detecto um problema num amigo? Faço o possível para que ele o elimine, claro, para que se consciencialize e reúna estratégias, instrumentos operacionais. E por que é que isto não se aplica a mim mesma? Será que não me considero à altura de resolver o problema? Ou será que nem o chego verdadeiramente a ver? (Não se pode combater um inimigo oculto.)

Ando a ver se arranjo coragem (e organização) para afixar publicamente, dia a dia, tudo o que como. (Ena. Só a ideia me parece esmagadora.)

quarta-feira, 18 de abril de 2007

(...)


1.
Diz-me um fumador militante e melindrado com tanta perseguição aos seus "direitos" (de fumar livremente para cima de mim) que o próximo combate social vai ser contra a obesidade. Vai ser, sim, não está já ser? Ups. Estamos na mira.

(Sinto-me na vanguarda. Afinal, foi quando renunciei aos meus dois macinhos diários que engordei 30 quilos.)

2.
Sou muito gozada lá em casa por ver regularmente, quando me lembro e quando posso, o programa da Oprah. Na verdade, estou-me nas tintas, e continuo a vê-lo e a lacrimejar sempre que tenho vontade, sem qualquer embaraço, como sempre li e consumi de tudo o que é informação: de O Crime ao Jornal de Letras (fora os desportivos).

Não percebo (ou, aliás, julgo perceber) o que é que incomoda tanto as pessoas naquilo a que chamam "manipulação emocional". Temos mesmo uma herança cartesiana, não é? Não estamos afinal muito longe do tempo em que à mesa não se falava e em que o marido era sempre mais culto e informado do que a mulher.

Sobretudo no que toca às emoções e à sua expressão em sociedade (e não só), sentimo-nos muitas vezes desconfortáveis, com destaque para os homens, por especial deformação educacional e cultural.
Se o Pacheco Pereira e seus compinchas torcerem e distorceram, a seu bel-interesse, a(s) realidade(s) dita(s) objectiva(s) na Quadratura do Círculo (já para não falar do obrigatório Professor), toda a gente acha aceitável que a sua própria inteligência seja manipulada. Contudo, se a coisa tocar às emoções... ai Jesus!

Pois eu vejo a Oprah sempre que me interessa e, geralmente, gosto. É light sem ser vazia. E mais: aprendi muito mais com ela sobre obesidade, compulsão, projecção e outras coisas terminadas ou não em "ão" mas relevantes para a minha vida do que aprendi, ou aprenderei alguma vez, com o Professor Marcelo e quejandos.

Fim do (...).

:-)




Por falar em metáforas neptunianas.


terça-feira, 17 de abril de 2007

A vida via Santarém.












Fomos passar o fim-de-semana a Santarém. Assim de repente, ao meio-dia de sábado, apeteceu-nos. Eu não ia lá há mais de 25 anos, quando, lá pelos 13/14 anos, passara umas férias com uns amigos numa aldeia dos arredores que Alexandre Herculano escolheu para viver e morrer. Muitos banhos tomámos no tanque grande da quinta do Herculano! Hoje, há um enorme portão de metal verde à entrada. Fechado e sem campainha. Estas são algumas fotos de Santarém revisitada.

Continuo sem computador em casa. E, segundo o Carrefour, onde fui devolver a máquina ao abrigo da garantia, continuarei durante um mês. A ver vamos.

Engordei cerca de quatro quilos nestes últimos 15 dias. Tenho andado um tanto deprimida, "acentuadamente neptuniana", segundo a minha amiga São, o que deve ajudar a explicar a hecatombe. Só me apetece dormir. Por outro lado, estou cheia de trabalho, mesmo que não me apeteça escrever uma linha. Mas hoje acabou, decretei. É preciso regressar ao reino da luz. E recomeçar de novo esta luta de Sísifo contra os quilos. (Contra os quilos?)

Entretanto, decidi aproveitar a energia dos tempos de outra maneira: voltei a fazer auto-reiki e, porque não há coincidências, fui chamada para um projecto de voluntariado em que me inscrevera no final de 2006. "Mas tens tanto para fazer e ainda te vais meter em projectos de voluntariado?!", perguntam-me. Sim, respondo, uma coisa nada tem a ver com a outra.

Estou a dieta.

Convém lembrar.


sexta-feira, 13 de abril de 2007

Sem computador.



Estou sem computador, ou sem computadores, porque já estava sem um dos computadores. Em termos de trabalho é um contratempo, mas, em termos de resto da vida, não deixa interessante, porque tenho agora muito mais tempo para ler, para conversar e para o resto. Regressei à releitura de Fluir, de Mihaly Csikszentmihalyi. É um livro fundamental se se está interessado em ser feliz - e eu estou.
Muito obrigada a todas pelos comentários que me deixaram no post anterior. Saibam que vos li e reli várias vezes, porque acredito, como os budistas, que o segredo mais bem guardado é o que está à mostra. Um dia, espero, pois, que a verdade se me revele, com toda a simplicidade que a verdade costuma ter, pelo que me mantenho atenta.

Engordei uns dois quilos depois desta semana desastrosa, mas a vida continua. E a necessidade de os perder também. So, next. Em espiral, suponho. Parecendo que não, não estamos nunca no mesmo lugar.

Um abraço,
Zen

Sem título.


segunda-feira, 9 de abril de 2007

Porquê?


Esta Páscoa serviu para várias coisas, entre elas, para perceber, claramente percebido,
que tenho uma (chamemos-lhe assim) doença mental relacionada com a comida. O modo como eu como é patológico, neurótico, certamente obsessivo. Durante a semana antes da Páscoa, aproveitei os banquetes diários em honra da visita do lado espanhol da família, e, tomando isso como legítima desculpa para mim mesma, lá me fui empanturrando diariamente. Que era só enquanto eles estivessem, esgrimia com a minha má consciência. Depois acabava. Mas depois veio o fim-de-semana em casa dos meus pais. E começou por ser só uma ponta de um bolinho de torresmos, e mais outra pontinha, e outra, e depois o bolinho inteiro. E mais outro bolinho. E outros. E mais a pontinha do folar, e do pudim de ovos… De preferência, pela surra, para evitar ter de ouvir recriminações públicas. Ontem à noite dei por mim a desejar ardentemente que a minha mão, coitada, se fosse enfim deitar e me deixasse o reino da cozinha. Para quê? Na dispensa estava uma alcofa cheia de Ferrero Rocher e outros que tais, que uma visita frequente lhe tem oferecido (a minha mãe, que não é gulosa, acumula estas coisas). Já estão mesmo a adivinhar, não é? Começou por ser só um, e acabei por comer a caixa de Ferrero inteira. Como se só a caixa inteira pudesse aplacar a minha fome avassaladora (e ainda olhei cobiçosamente para as outras caixas). Primeira moral da história: numa semana engordei uns dois quilos ou mais. Moral imprecisa da história: não sei por que isto me acontece, ou porque aconteço eu a isto.

Alguma pista?



segunda-feira, 2 de abril de 2007

Chá vermelho (o chinês Pu-erh, e não o sul-africano Rooibos).





Retomando o tema dos chás emagrecedores, aqui está um que não podia ser esquecido: o chá vermelho (não confundir com o também delicioso Rooibos, de origem sul-africana, que escolho muitas vezes para as minhas noites, por não ter teína). Este de que quero falar agora é o chá vermelho chinês, o Pu-erh, uma variedade fermentada que tem origem na mesma planta que o chá verde.
Vejam o que se diz na Net:

O chá vermelho também é conhecido como "o devorador de gorduras".
No entanto, os benefícios deste chá vão muito além das já conhecidas
propriedades adelgaçantes, nomeadamente as que se seguem:

Acelera o metabolismo do fígado;
Favorece a redução do colestrol;
Depurativo;
Desintoxicante, usado em tratamentos adelgaçantes e de beleza;
Antidepressivo;
Facilita a digestão.



Mas atenção: é um chá com teína, pelo que não o devem beber à noite ou a partir da tarde, se, como eu, forem especialmente sensíveis a estes chás. Ainda na última sexta-feira o relembrei: à conta de uns bons copos que bebi entre o final da manhã e o princípio da tarde, acordei às quatro e meia da madugada de sábado, fresca como uma alface - coisa rara de me acontecer (durmo geralmente muuuuuuito e bem).

Vende-se nas lojas de tipo Celeiro e, pelo menos nas versões "bio", é relativamente caro: um pacote custa cerca de cinco euros.

quinta-feira, 29 de março de 2007

Os 12 passos dos comedores compulsivos anónimos.






Procurei na Net, ainda que não com muita profundidade, e foi isto que encontrei.


Recordo que, segundo a Su nos conta, um grupo de auto-ajuda aos comedores compulsivos continua a funcionar na Igreja das Furnas, em Lisboa, próximo do Jardim Zoológico, às segundas, pelas 19h. Alguém sabe se são estes os passos que eles adoptam?


OS 12 PASSOS
dos comedores compulsivos anónimos
(versão brasileira)



1. Admitimos que éramos impotentes perante a comida e que tínhamos perdido o domínio de nossas vidas.

2. Viemos a acreditar que um Poder Superior a nós mesmos poderia devolver-nos à sanidade.

3. Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, na forma em que O concebíamos.

4. Fizemos minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos.

5. Admitimos perante Deus, perante nós mesmos e perante outro ser humano, a natureza exata de nossas falhas.

6. Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de caráter.

7. Humildemente rogamos a Ele que nos livrasse de todas as nossas imperfeições.

8. Fizemos uma relação de todas as pessoas que tínhamos prejudicado e nos dispusemos a reparar os danos a elas causadas.

9. Fizemos reparações diretas dos danos causados a tais pessoas sempre que possível, salvo quando fazê-lo significasse prejudicá-las ou a outrem.

10. Continuamos fazendo o inventário pessoal e quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente.

11. Procuramos através da prece e da meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, na forma em que O concebíamos, rogando apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a nós e forças para realizar essa vontade.

12. Tendo experimentado um despertar espiritual, graças a estes Passos, procuramos transmitir esta mensagem aos comedores compulsivos e praticar estes princípios em todas as nossas atividades.







http://www.overeaters.org/


terça-feira, 27 de março de 2007

A brincar ao Cristo-Rei.



Se há muito tempo que não sobem ao Cristo-Rei... deixem-se estar.
Sempre escusam de pagar o balúrdio que custa o bilhete,
que a vista cá de baixo é igual.

Raiz de lótus.



Foi a minha última descoberta gastronómica, feita no supermercado asiático (http://www.eam.com.pt/), ali entre a Portela e Sacavém (vou lá com alguma frequência, sobretudo comprar algas nori tostadas e outros ingredientes para sushi). Cá em casa, todos detestaram, mas eu gostei muito. É excelente a acompanhar peixes fortes, como salmão, ou pratos que tenham molhos, como o de tomate ou molho branco. Já vem cortada em fatias finas, pronta a cozinhar e congelar. E coze-se num instantinho ao vapor. Ainda não explorei a raiz de lótus gastronomicamente, mas já percebi que se encontram muitas receitas (menos light) nas cozinhas orientais.


Lá consegui postar mudando o nome no Profile. É um buguesito do Blogger, que parece que não me ataca só a mim, segundo percebi depois de um "find" pela Net.

Não tenho conseguido perder peso, mas estou a conseguir controlar os impulsos mais compulsivos em relação à comida - e, essa sim, é uma grande vitória. Tenho de ir fazer uma ecografia aos ovários para ver se esta resistência estará relacionada com eles, mas tem de ser numa determinada altura do ciclo. Enfim. São as alegrias de chegar aos 41 anos. De qualquer modo, continuo a andar de metro para baixo e para cima. E, sempre que não estou muito atrasada, saio duas paragens antes da minha paragem de destino. É ver-me a caminhar todas as manhãs pelo Lumiar a fora.

Beijos,
Zen

Klimt.


domingo, 25 de março de 2007

Aleluia!



Estou de volta a Lisboa e à postagem, com a generosa permissão do Blogger. O Algarve continua igual: mar e mar... e a estrada de regresso ao Alentejo e a Lisboa. Mas há a família, também. O costume das festanças: queijos, pão, sobremesas, vinhos... Para esquecer, claro. No próximo fim-de-semana, a festança repete-se, desta vez no Alentejo. Ai de mim!

Mas fartei-me de andar a pé. Ainda esta tarde, o pós-disparates-do-almoço foi um passeio de mais de cinco quilómetros. Enfim, não salva tudo, mas é melhor do que nada.

Alguém recomenda um urologista em Lisboa?

Beijos,
Zen

segunda-feira, 19 de março de 2007

Ainda Caspar Friedrich.


Fome psicológica (esclarecimento).




Meninas, certamente que no post anterior não pretendia fazer a apologia da fome, muito menos da minha. Tenho sido visceralmente incapaz de passar fome, por mínima que seja. Essa é, aliás, a razão por que não consigo emagrecer.

Não me referia, pois, a passar fome no sentido da anorexia ou coisa que o valha, mas a ser capaz de aceitar conviver com a sensação pontual de fome. São coisas diferentes. Mas, possivelmente, quem não tem problemas de compulsão alimentar não consegue perceber facilmente do que falo. Quando se tem este tipo de problema, qualquer sensação de fome, por mínima que seja, é susceptível de causar uma necessidade de resposta desproporcionada. E a angústia ou a ansiedade projectada na comida não é solucionada com um iogurte ou uma fruta de três em três horas... A fome psicológica está para além desta razoabilidade.


domingo, 18 de março de 2007

Pormenor importante.



Vi escrito em qualquer lugar, mas só lentamente compreendi o seu alcance:


Quando se pretende perder peso, é preciso aprender a aceitar e a coexistir com a sensação de fome.


Isto pode parecer pacífico a muita gente, mas pode também ser extraordinariamente problemático para os que, como eu, têm uma relação viciada e emocional com a comida.


Apercebi-me de que oiço por vezes dizer coisas como "estou cheia de fome há horas!", e de que eu dificilmente conseguiria aguentar essa sensação por horas - nesse meio tempo, já teria encontrado meio de comer o que houvesse à mão (ou mesmo o que não houvesse).


Aceitar a "sensação de fome", portanto.






As alegrias de andar a pé.


Descobri Caspar Friedrich, o grande pintor alemão do Romantismo. Para nunca, mais vale tarde, não é?~
Pois cá continuo alegremente com o meu projecto de retorno à condição pedestre. Dizem-me que ando cheia de energia, o que se só se pode dever ao facto de ter reintensificado a actividade física c-o-n-t-í-n-u-a (nada daquela vida de ir de carro até ao ginásio, pedalar meia hora a contragosto e regressar ao carro, do carro para a garagem, da garagem para casa).
Na sexta-feira, até consegui arrastar o meu amor para um passeio nocturno, de quase uma hora, pelas ruas de Benfica. E ontem à tarde fomos ao Colombo... a pé. É menos de meia hora para lá chegar (levei mais tempo do que isso a convencê-lo). E ainda descobrimos coisas inesperadas sobre os lugares onde passamos diariamente de carro.
Uma das nossas meninas (obrigada!) enviou-me um e-mail a dizer que, no ano passado, perdeu 12 quilos em apenas alguns meses... só a caminhar durante uma hora por dia, sete dias por semana. Lembrem-se deste bom exemplo, que eu farei o mesmo.
Um abraço para todas,
Zen

quarta-feira, 14 de março de 2007

Adeus, ginásio!



Tomei uma decisão: deixar o ginásio. Por várias ordens de razões.

Primeiro, porque abomino ginásios, a cultura de ginásio, a estética da cultura de ginásio, a conversa de ginásio e por aí adiante.

Segundo, porque há mais de um ano que pago uma mensalidade que não é irrisória por um serviço de que usufruo esporadicamente. Sou, portanto, uma boa cliente. Ou, se preferirem, pago para aplacar uma má consciência, que permanece por resolver de forma eficaz.

Terceiro, last but not least, é a segunda vez que faço uma tentativa de fazer ginásio com regularidade e... engordo. Da vez anterior, engordei dois quilos num mês. Desta vez, tendo cuidado com a alimentação, não perdi um grama. E não, também não perdi volume, pelo que não creio que o aumento de peso se deva a mais massa muscular (além de que ninguém me sabe dizer quanto tempo a massa muscular "nova" demora a formar-se). Medido na maquineta, da vez anterior, que foi há uns meses, ao fim de quatro semanas tinha mesmo mais massa gorda do que no início. Há qualquer coisa no meu metabolismo que funciona idiossincraticamente com o exercício, pelo que, até perceber o que é, me recuso a gastar 700 euros por ano em vão.

E também não vou ficar parada. Comecei por tirar o passe e passar a andar de metro, escada acima, escada abaixo. Hoje, fui almoçar com uns amigos à Amadora... de comboio, escada acima, escada abaixo. Há dois dias que não tiro o carro da garagem. Além de que redescobri o gosto sociológico leve e solto pela gente diversa que coabita comigo no metro.

Mais: proponho-me a andar a pé, coisa que já tinha feito, com bons resultados, no Verão passado. Todas as noites, uma volta de 40 minutos ao quarteirão. Pode ser um bocadinho monótono, sim, mas da passadeira também não se avista grande paisagem...


E consegui não falar de chás, hem?


Beijos e abraços,

Zen



sexta-feira, 9 de março de 2007

À Luz, onde quer que agora brilhe.


AOS AMIGOS

Amo devagar os amigos que são tristes com cinco dedos

de cada lado. Os amigos que enlouquecem e estão sentados,
fechando os olhos,

com os livros atrás a arder

para toda a eternidade.

Não os chamo, e eles voltam-se profundamente

dentro do fogo.

Temos um talento doloroso e obscuro.

Construímos um lugar de silêncio. De paixão.


Herberto Helder

quinta-feira, 8 de março de 2007

E o chá branco, que já foi dos imperadores.

Conheço quem não morra de amores pelo chá branco, mas eu sou muito boa cliente. Enfim, cada um terá de encontrar os chás que lhe ficam bem.

(Da Net:)

Chá branco

O chá branco contém propriedades que ultrapassam o chá verde na prevenção do cancro do cólon. Quando investigadores da Oregon State University’s Linus Pauling Institute testaram as capacidades dos dois tipos de chá em travar o desenvolvimento dos pólipos do cólon, o chá branco revelou-se 10% mais eficaz. Este tipo de chá era considerado em tempos como um elixir da imortalidade reservado apenas aos imperadores. Uma crença que não é de todo disparatada, já que contém uma maior quantidade de antioxidantes que qualquer outro chá, prevenindo várias doenças. “Quem bebe regularmente chá tem maior protecção contra certas patologias, como cancro ou doenças cardiovasculares, uma vez que estas reacções são neutralizadas pelos antioxidantes presentes no chá branco”, refere a Dra. Helena Cid, nutricionista e membro da Associação Portuguesa dos Nutricionistas. Aliás, as propriedades terapêuticas do chá branco têm sido objecto de estudo pela comunidade científica, que as considera superiores às do chá verde. Embora o teor de antioxidantes encontrado em ambos os tipos seja semelhante, o menor processamento do chá branco dá-lhe mais vantagens. “

quarta-feira, 7 de março de 2007

Ainda a soja.



Muito à pressa, que o trabalho aperta, mas só para acrescentar que o problema da soja não terá a ver com o facto de ser ou não transgénica. E, ao que parece, os orientais não comem assim tanta soja quanto julgamos (sobretudo produtos de soja não fermentada, que parece ser a mais nociva à tiróide).


Obviamente, sou leiga no assunto, mas fiquei com a pulguinha atrás da orelha. Deixo três linkezinhos elucidativos sobre o assunto, repescados na Net à pressa, entre os muitos que podem encontrar se procurarem por "soja+hipotiroidismo":









Beijinhos e abraços,

Zen



PS

Como ando cheia de trabalho e com pouca vontade de o fazer, o que implica sempre maiores demoras, tenho-me baldado ao ginásio, além de andar a comer umas fatias de pão extra+alperces secos+não sei o quê, que não estavam no programa. Shame on me.


terça-feira, 6 de março de 2007

Páscoa feliz!




O ramo galego da nossa família está de visita a Portugal, e isto, minhas amigas, está a ser uma desgraça. Felizmente só vêm de anos a anos. Das entradas à tradicional queimada, passando pelo licor de café, caseiro, feito pela vizinha da Rosa Maria, já se comeu e bebeu de tudo com largueza e abundância. Religiosamente, todas as noites (ao almoço também há, eu é que me baldo). É esperar que passe, pois. Para mim, o último jantar pantagruélico será esta noite, que vou depois até aos meus pais, que têm uma dieta dieteticamente irrepereensível. A ver vamos se me vingo, ao menos, numas caminhadas por Milfontes acima e abaixo.

Mas não quer este infeliz intervalo dizer que desisti! Não, nem pouco mais ou menos. Aliás, sejam melhores do que eu e resistam aos disparetes. Serão recompensadas.

Um beijo pascal a todas,
Zen

domingo, 4 de março de 2007

Chá muji, o primeiro dos meus chás preferidos.


Conforme o prometido algures, venho hoje falar um pouquinho sobre chás.

Os chás são óptimos, claro, mas convém lembrar a primeira regra da sua ingestão: variar. Sobretudo no caso de chás particularmente ricos em teaninas e saponinas (e são quase todos os que mais se encontram no mercado generalista), capazes de se tornarem danosas para o organismo. Só variando se pode garantir que o chá não se torne tóxico, sobretudo se o ingerimos em grandes quantidades (mais de três chávenas por dia). Por isso, minhas amigas, um chá por dia é o ideal! Vira o dia e toca a outro. E há tanto por onde escolher...


Fico um pouco preocupada quando ouço alguém dizer que bebe, por exemplo, dois litros de chá verde por dia - todos os dias. Eu, além do mais, não poderia, até porque o chá verde é muito rico em taína, pelo que sinto imediatamente a tensão arterial a subir... Os flavonóides são excelentes no combate aos radicais livres, sim, mas muita gente parece desconhecer que, se ingeridos em excesso, se tornam tóxicos, acabando por propiciar os mesmos radicais. É o chamado morrer da cura...


Além disso, há outros chás tão ou mais ricos em flavonóides e outros nutrientes do que o chá verde. O chá branco, por exemplo, que é um dos meus preferidos. Ora procurem na Net as propriedades do chá branco e surpreendam-se!



O inconfundível chá muji

Mas hoje queria era mesmo falar do chá muji (ou mogi, ou mugi...), para muita gente o mais delicioso dos chás. Trata-se de um simples chá de cevada tostada, que conheci através dos meus amigos macrobióticos. Ainda para mais, como o confirma o Varatojo, é "excelente para ajudar a queimar a gordura animal do corpo e perder peso, para refrescar e para tratar o fígado". No Verão, com limão, é um refresco maravilhoso. E pode-se beber à noite porque, embora seja levemente estimulante da actividade cerebral, não tem teína. Tem, isso sim, um sabor intenso e suave, a fazer lembrar o café, sempre bom, quente ou frio. Compra-se em qualquer casa de produtos naturais. Ora experimentem lá e depois contem!

sábado, 3 de março de 2007

A tarte de tofu com tomate (e a tiróide).


A pedido de várias famílias, mais exactamente duas, aqui fica a receita da tarde de tofu com tomate que a minha amiga São me ensinou. Nada mais fácil!

Faz-se um leve refogado (com pouquíssimo azeite, em frigideira anti-aderente) e junta-se-lhe uma lata de tomate de 800 gr, esmagando os tomates com as mãos. Juntar, a gosto, louro ou outras ervas e deixar cozer como qualquer molho de tomate. À parte, desfazer com as mãos o tofu de uma embalagem de 400 gr. Quando o molho de tomate estiver quase cozido, apurado q.b., juntar três ou quatro cebolas picadas finamente ou alho grancês, mais o tofu. Temperar a gosto, com pesto (pode substituir por manjericão, enfim), noz moscada... o que vos apetecer. Opção para dias santos: cobrir com pinhões e queijo ralado. Também podem juntar um ovo batido, suponho, para ligar. Colocar sobre uma base de tarte e ir ao forno, até ganhar consistência. Serve-se com uma grande salada verde.

Os perigos da soja?
Hoje descobri na Net que há médicos que encontram uma correlação entre um elevado consumo de soja e seus derivados (leite de soja, tofu, seitan...) e problemas de funcionamento da tiróide, mais exactamente hipotiroidismo. Assim de repente, penso nos orientais, esses grandes consumidores de soja, sem me parecer que tenham ar de quem sofra da coisa. Mas também me parece que onde há fumo há fogo. A investigar melhor.

Beijinhos,
Zen


PS
E fui mesmo investigar melhor. Procurem no Google "soja+hipotiroidismo" e vejam o que encontram. De facto, não sei se coincidentemente ou não, os meus indicadores da tiróide aproximaram-se pela primeira vez do hipotiroidismo... depois de, desde Setembro, ter passado a comer bastante mais derivados de soja (sobretudo tofu e iogurtes). Hum.

sexta-feira, 2 de março de 2007

Por falar em mudanças...


... Estreei-me na postagem de imagens. Se queremos lidar com o corpo, nada melhor do que começar a enfrentá-lo. Por mais que isso possa soar estranho. Aqui sou eu no Verão passado, numa manhã nos confins de Aragão. O peso era sensivelmente o que tenho hoje.
E lá fui à ginástica, para meia horinha de dia sim, dia não. Hoje fiz só 20 minutos de passadeira e depois uma meia hora de piscina, para exercitar o resto dos músculos do corpo.
Tenho no forno uma óptima tarde de tofu com tomate. Mais tarde, com mais tempo, deixo a receita.
Beijinhos energéticos,
Zen