terça-feira, 28 de agosto de 2007

Telegráfico.

Que bem se dorme na praia sobre o caderno principal do Expresso!...
Tenho estado de férias e vou continuar a estar durante mais alguns dias. Passo hoje por Lisboa... mas apenas de passagem. A preguiça de escrever mantém-se... (Vou mudar o nome do blog em breve - este nome tem aquilo a que o meu filho chamaria, ainda que com ironia, "mau feng shui", e como qualquer pessoa que tenha lido O Segredo percebe.) O peso estabilizou: a maior actividade física tem compensado os excessos gastronómicos... Beijos a todas e até breve.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Uma vez por ano...



... faço um brushing no cabeleireiro. Neste caso, no Algarve, onde tudo se paga à parte, até os borrifos de laca (3,5 euros!!!). Reclamei, claro. Mas tive de pagar na mesma (18 euros).

Muito obrigada a todas as que me enviaram convites para o gmail. Na impossibilidade de usar todos os convites, decidi "aceitar" o que foi o primeiro a chegar.

A dieta segue, ainda que os resultados não andem nem para a frente nem para trás. Bom, do mal o menos. Creio, também, que não me estou a aplicar devotadamente... Tenho de me empenhar mais, pois.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

gmail

Alguém faz o favor de me enviar um convite para o gmail? Obrigada.

luta.contra@sapo.pt

Porque gosto do sol sobre o mar tranquilo.




Olás, queridas blogoleitoras! Longa ausência, heim?! Ainda não fui de férias, mas tenho andado ocupada com outras coisas e com alguma preguiça em escrever... Obrigada por terem continuado a passar por cá. Também tenho passado por aí, mesmo se em silêncio.
Indo ao que interessa, os fantásticos comprimidos continuam a cumprir o milagre de cada dia: ajudar a controlar a compulsão alimentar. Os efeitos secundários dos primeiros tempos (tremores, confusão mental, etc.) desapareceram. Contudo, apesar de eu comer agora muito-muito menos, a balança teima em não descer. Não sei se por um qualquer efeito secundário (o meu metabolismo já demonstrou, em ocasiões anteriores, ter um comportamento pouco previsível), se por qualquer desequilíbrio hormonal relacionado com o funcionamento dos ovários (andavam uns quisozitos por lá há uns meses) ou da tiróide (que, nas últimas análises, estava no limite do hipotirodismo). É preciso lembrar que tenho 41 anos, a idade em que as mulheres começam a enfrentar estes problemas. Vou esperar que a minha médica regresse de férias para ver o que se passa.
Apesar disto, sinto-me muito animada. Há que enfrentar um problema de cada vez. Viver sem ter necessidade de comer este mundo e o outro é já uma primeira conquista.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

As alegrias dos equilíbrios químicos (ainda que induzidos).




Ao contrário do que possa parecer, não estou a dormir desde há uma semana... Apenas estive fora. Continuo fascinada com os efeitos da duloxetina em mim: não só como muito menos, como resisto, sem grandes dificuldades, a coisas que antes engoleria compulsivamente se acaso me passassem à frente (pão, queijo, gelados, chocolate...). Continuo em estado de espanto com esta diferença - posso agora ter uma ideia de como é a vida dos "normais", dos que não sofrem de compulsões alimentares.


Contudo, é engraçado perceber que o padrão mental continua activo: ainda que acorde sem fome, acordo muitas vezes a pensar no que irei ou não comer a seguir; e basta acontecer um sobressalto psicológico maior para olhar em volta a ver o que se pode comer, ou simplesmente ter uma vontade aguda de comer qualquer coisa - a diferença, agora, é que o mais das vezes, depois, não encontro nada que me apeteça comer (!!!), ou como uma fatia de pão (disse: uma) e fico saciada.


Creio que a balança mexeu alguma coisa para baixo (um quilo ou dois), mas é díficil dizer... com esta balança que deve ter quase a minha idade (a electrónica está avariada). Um destes dias, quando encontrar uma balança de farmácia que não tenha um ecrã electrónico exposto, peso-me.



Su: "Cá chegou direitinha a encomenda", como na canção, só ainda não tive tempo de a ver. Muito obrigada.


domingo, 24 de junho de 2007

Dormir, dormir.

Picasso, Mulher adormecida

O corpo humano é uma máquina sensível e insondável. Da primeira vez que tomei os ditos comprimidos, receitados pela médica (convém lembrar), além de ter perdido o apetite, é verdade, perdi também o sono e a faculdade de raciocionar claramente. Por isso, decidi parar de tomá-los durante cerca de um mês, em que precisava de ter as minha faculdades mentais o mais possível apuradas. Agora, ao retomá-los, o que é que acontece? Perco ainda o apetite, é verdade (creio que não tanto como da primeira vez), mas não páro de dormir. Ontem, por exemplo, deitei-me às onze e acordei hoje às dez da manhã, para me redeitar às onze e acordar às duas e meia da tarde... (E continuo cheia de sono, mesmo depois de um café.). É obra!
Mas é tão imensamente bom não ter compulsões! Passar por um pão de Mafra com indiferença, comer meia dúzia de amêndoas sem desejar o pacote inteiro. Como a minha vida seria tão mais simples se este estado me fosse natural...

sexta-feira, 22 de junho de 2007


Não, não, ainda não estou de férias (mas obrigada pelos votos na mesma)! A verdade é que ainda por aqui ando entre o betão. Tratava-se apenas, como disse, de um cheiro a férias, vislumbrado porque tinha acabado de terminar uma looonga tarefa.

terça-feira, 19 de junho de 2007

O cheiro das férias.



Relativamente, mas não oficialmente, entrei hoje de férias. Só ainda não fui capaz de descontrair... Retomei, como o combinado comigo mesma, os comprimidos que não me deixam pensar mas também não me deixam comer. Entetanto, olhei hoje para o espelho e vislumbrei os estragos das três últimas semanas...

domingo, 17 de junho de 2007


Ler livros ajuda a perder peso.

(Está explicado: não li o "Código", detesto acção e não leio sobre sexo.)

Ler livros de acção, aventura ou sexo faz perder duas vezes mais calorias do que se estiver parado. A conclusão é de um estudo britânico divulgado pela BBC. Quando o corpo está imóvel gasta uma caloria por minuto, contudo, a companhia de um livro destas categorias pode ajudar a queimar o dobro das energias, reconhecem os investigadores.
De acordo com os especialistas do estudo, o motivo para a perda de peso encontra-se no enredo destes livros, que ajudam o organismo a produzir a hormona da adrenalina em maior quantidade, o que permite reduzir o apetite e, como consequência, ajuda a perder peso.

Depois de provado que os livros ajudam a emagrecer, os investigadores do estudo, patrocinado pela cadeia de livrarias britânica «Borders», não perderam tempo a fazer uma lista das obras que ameaçam competir com a balança.
O primeiro lugar é ocupado pelo thriller "Pólo", da escritora britânica Jilly Cooper. De acordo com os especialistas, as 800 páginas sobre escândalos e sexo correspondem a um gasto de 1,1 mil calorias, o equivalente perdido de uma refeição completa de um hambúrguer no prato.

O segundo lugar no pódio pertence ao conhecido best-seller "Código da Vinci", de Dan Brown. A leitura da obra que descreve a existência de um segredo mantido pela hierarquia da Igreja faz com que o leitor consuma 885 calorias. Para quem não tem tempo disponível para gastar na leitura, bastam apenas duas horas a ler o "Código da Vinci". E até pode comer uma tablete de chocolate enquanto lê. Neste caso não haverá problema pois já terá gasto 210 calorias com a «refeição literária».

«A ciência é clara», disse a porta-voz da Borders, Caroline Mileham. «Se a ideia tiver sucesso, temos de considerar uma secção dedicada aos livros que queimam calorias», argumentou.

sábado, 16 de junho de 2007

Por falar em baixa auto-estima:


Effect of diagnosis on the mean score on the Rosenberg global self-esteem scale. This figure shows that feelings of low self-esteem vary widely between different diagnostic groups. Control patients had the lowest scores (and the highest self-esteem) using this scale. Dual diagnoses patients with Major Depressive Disorder ("MDD") had significantly lower scores, as did patients with a single diagnosis of Eating Disorders, Dysthymia, Drug abuse, and MDD. The differences between groups that reached statistical significance are given in the text.

Pensemos seriamente nisto, antes de nos atirarmos (precocemente e em vão?) às nabiças e às couves: a auto-estima das pessoas com desordens do comportamento alimentar é mais baixa do que a dos toxicodependentes sem doenças mentais.

Looking back.

I
Perdoem os poucos leitores que tenho (800 visitas num mês) que não me ande a apetecer falar de nabiças e de balanças. Não é que me ande a baldar à dieta por aí e além, mas também não posso, neste momento, fazer dessa preocupação o centro da minha vida. A partir de segunda, regresso aos comprimidos milagrosos e à balança e ao resto.
II
Estive a ver fotos minhas de há apenas cinco/seis anos. Que gira que estava! Como é possível que me tenha deixado engordar 25 quilos sem oferecer resistência? Como pode a minha falta de auto-estima ser tão grande? Estou estupefacta comigo mesma. Perdi a noção de alguma coisa de essencial em todo o processo que foram estes últimos anos.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

E agora para algo completamente diferente do que estavam à espera.

Lembram-se do Mr. Spock, do Star Trek? Pois o actor Leonard Nimoy reformou-se da representação e tornou-se fotógrafo. Mas não um fotógrafo qualquer. Fotografa, apenas, mulheres obesas, num exercício que é classificado como "fat feminism". Um teste à vossa (e nossa) capacidade de lidar com o lugar (in)comum.

terça-feira, 12 de junho de 2007

E mais.


Sopas III.



I
Sou grande apreciadora da Mafalda do Quino, mas tenho de regressar à sopa. A insistência justifica-se pela importância que as sopas têm para quem quer emagrecer. Isto, para dizer que a Turbolenta me ensinou a fazer sopa, chamando-me a atenção para um pormenor: não se deve misturar muitos legumes. Confirma-se: com menos legumes as sopas ficam mais saborosas. Quem sabe... sabe. E pronto.

II
Olá, Su! Não tenho falado de peso, pois não. E sei que reengordei um pouquinho na última semana. Nada de grave, apenas o resultado de dias inteiros (e algumas noites) em stress sentada à secretária, trabalhos a contra-relógio, etc. Há uns dias, não resisti e fui comprar uma caixa de gelado (rum com passas). Vá lá, só comi metade (enfim, dois terços). E vá lá, que foi só uma caixa (noutros tempos, teria sido uma por dia). No final desta semana, os stresses amainarão e poderei regressar aos comprimidos que não me deixam pensar lá muito claramente, mas também não me deixam comer. E, entretanto, já ali tenho uma deliciosa sopinha Turbolenta style...

sábado, 9 de junho de 2007

Feira do Livro.

Gosto de livros e sinto-me bem no meio deles.
Mas não de todos os livros, apenas de alguns livros.
Como na vida, é preciso escolher.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Cromoterapia.



RECEITA PARA FAZER O AZUL


Se quiseres fazer azul, pega num pedaço de céu e mete-o numa panela grande, que possas levar ao lume do horizonte; depois mexe o azul com um resto de vermelho da madrugada, até que ele se desfaça; despeja tudo num bacio bem limpo, para que nada reste das impurezas da tarde. Por fim, peneira um resto de ouro da areia do meio-dia, até que a cor pegue ao fundo de metal. Se quiseres, para que as cores se não desprendam com o tempo, deita no líquido um caroço de pêssego queimado. Vê-lo-ás desfazer-se, sem deixar sinais de que alguma vez ali o puseste; e nem o negro da cinza deixará um resto de ocre na superfície dourada. Podes, então, levantar a cor até à altura dos olhos, e compará-la com o azul autêntico. Ambas a s cores te parecerão semelhantes, sem que possas distinguir entre uma e outra. Assim o fiz – eu, Abraão ben Judá Ibn Haim, iluminador de Loulé – e deixei a receita a quem quiser, algum dia, imitar o céu.
Nuno Júdice
(O azul arrefece os excessos.)

domingo, 3 de junho de 2007